quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Festa na Candosa 15.08.2012

Mais uma vez, graças a um punhado de homens e mulheres de boa vontade, a festa da N. Sra. Da Candosa se voltou a realizar no bonito Cerro da Candosa com a participação da FILARMÓNICA VARZEENSE.
Deixamos aqui uma das lendas locais:
Uma das muitas e várias lendas, sobre o Cerro da Candosa, diz-nos que nos tempos em que os “Moiros” “andaram” por estas terras, teria vivido nelas, um “Moiro” que se converteu ao Cristianismo e se fixou na “Várzea”, vivendo, assim, num local bem aprazível.Este “Moiro” vivia da caça, da pesca, apanhava castanhas(1) (existiam muitos castanheiros naquela área), trabalhava a terra e “procurava ouro, nos rios Ceira e Sótão”.Porém, a sua vida de abundância e de tranquilidade “atraiu a inveja” de outros “Moiros”, que cobiçavam o solo onde ele vivia, tentando apoderar-se das suas terras. No entanto, nunca conseguiram concretizar a sua ambição, pensando que o “Moiro-cristão” tinha alguma protecção ‘divina’.Vendo que era impossível expulsá-lo daquelas terras férteis, resolveram pôr em prática o seguinte plano, isto é, inundar o vale (“dando assim origem à lagoa de Sacões”?)(2)Para tal mobilizaram todos os “Moiros” que viviam no vale (numa área de vinte léguas), com o fim de susterem todas as águas dos dois rios que se juntavam no “Cabril”. Trabalhavam desde o nascer ate ao pôr-do-sol, sem nunca pararem, tentavam fazer um dique.Utilizavam bois para puxar as enormes pedras (calhaus) que iam sobrepondo umas sobre as outras. Durante uma tarde, quando pararam o seu trabalho, os “Moiros” encontravam-se contentes com o trabalho que tinham realizado. Finalmente, uma grande parte da “barragem” já estava construida, o que queria dizer que estavam no “bom caminho”, e assim, desta vez, iriam atingir os seus objectivos, isto é, barrar, finalmente, a passsagem da água para jusante do Cerro da Candosa. A religião muçulmana não lhes permite trabalhar à sexta-feira. Desde modo, regressaram, todos, a casa, para descansar. No dia seguinte voltaram ao trabalho, porém, ao chegarem junto da “barragem” viram que esta tinha desaparecido. Ofendidos e escandalizados, os “Moiros” meteram mãos à obra, com o fim de reconstruirem a dita barragem. Trabalharam muito duramente e com grande preocupação, durante muitos dias. A obra estava tão perfeita, que parecia ser impossível destrui-la. Porém, mais uma vez, numa noite, quando todos estavam a dormir, o encarregado dos “Moiros” teve um sonho. Neste, via a barragem, novamente, destruida. Acordou e correu, apressadamente, para fora de casa, para ver o que realmente se passava. Então, verificou, mais uma vez, que a “barragem” tinha desaparecido.Acusou os guardas, que estavam de vigia ao acampamento, exigindo saber o que tinha acontecido. Aqueles porém, nada podiam dizer, porque nada, tinham visto.Mais uma vez os “Moiros” não se deixaram desencorajar e, pela terceira vez, meteram mãos à obra. Recrutando mais ajudas, assim, mais uma vez, a “barragem” foi construida, com maior altitude até que quase atingiu a sua conclusão. Porém, nessa noite, o encarregado “Moiro” teve outro sonho..No seu novo sonho viu uma Senhora sentada num burro, no cimo do “dique”. Quando o pequeno burro começou a caminhar, as pedras caíram e o dique desfez-se.O encarregado “Moiro” acordou do seu sonho, em pânico, e correu para o exterior. À sua frente ali estava ela, tal como no seu sonho. Sentada em cima de um burro, estendeu as suas mãos e as pedras começaram a cair e desapareceram pelo vale. Ele tentou correr em direcção a ela, mas, como paralisado, não foi capaz de mexer nem as suas pernas nem os seus braços. Quando, finalmente, estava livre daquela paralisação correu para o local onde a Senhora passou e viu as pegadas do casco do burro, gravadas na pedra, que ainda hoje lá estão.Mas os Mouros não desistiram. Repetidas vezes recomeçaram a construir o seu dique, e repetidas vezes a Nossa Senhora aparecia no seu burro e destruía-o.Finalmente, os Mouros começaram a compreender que seria o poder divino que protegia o Mouro-cristão e que a Nossa Senhora foi enviada como mensageira divina, para impedi-lhos de levarem a cabo o seu plano. Finalmente, o encarregado Mouro procurou o Cristão e disse-lhe: “Tentei tudo que podia para destruir-te. Mas Deus protegeu-te e enviou a Nossa Senhora para destruir o “dique” que tentei construir, para afogar-te. Deixa-nos fazer as pazes, e ensina-me como amar o teu Deus.”

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Concerto em Góis dia 10.08.2012

Integrado na  20ª edição da FACIG, com uma grande moldura humana e uma noite magnífica em termos de temperatura a FILVAR efectuou um magnífico concerto no dia 10.08 que foi bastante aplaudido por todos os presentes.

O nosso muito obrigado a todos quantos nos aplaudiram.
O nosso obrigado igualmente à Câmara Municipal e à organização do evento pelo convite formulado e pela ceia que nos proporcionaram.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Corpo de Deus em Vila Nova do Ceira

À semelhança dos anos anteriores, a comunidade cristã voltou a assinalar um pouco por toda a parte o Dia do Corpo e Sangue de Cristo, que este ano calhou a 7 de junho. Em Vila Nova do Ceira, este importante momento da comunidade católica voltou a ser vivido com muita fé e devoção. As comemorações deste dia, mais conhecido por Dia do Corpo de Deus, iniciaram na Igreja Matriz, com missa solene, celebrada pelo Pároco local, António Calixto, com a colaboração do Diácono António Carvalho.
Durante a celebração, as crianças que foram acompanhadas pelas catequistas Fátima Simões e Augusta Simões realizaram a Primeira Comunhão e os jovens, que foram acompanhados pela catequista Margarida Gouveia, reafirmaram os seus votos e fizeram a Profissão de Fé.
No final da Missa, para dar continuidade à solenidade litúrgica, teve lugar a procissão, onde a custodia foi transportada sob o palio e venerado o Corpo e Sangue de Cristo.
Com as ruas previamente enfeitadas, a procissão, acompanhada pela Filarmónica Varzeense, percorreu algumas ruas de Vila Nova do Ceira, sobre uma passadeira de flores, cautelosamente elaborada pelos varzeenses.
À semelhança dos anos anteriores, esta solenidade foi mais um marco decisivo para a afirmação da fé cristã do povo de Vila Nova do Ceira.
A Fábrica da Igreja Paroquial aproveita para agradecer a todos os que contribuíram para a elaboração da passadeira, ajudando a manter esta tradição e agradece também a imprescindível colaboração prestada pela Guarda Nacional Republicana de Góis que acautelou a segurança do povo e a orientação do trânsito.
In "O Varzeense"

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Corpo de Deus em Lamas

No dia 7.06 a FILVAR deslocou-se mais uma vez à freguesia de Lamas, concelho de Miranda do Corvo, para colaborar na festa do Corpo de Deus e festa da comunhão solene.
O mau tempo que se fez sentir impediu-nos de dar a entrada na rua principal. Assim começámos por tomar o pequeno almoço na casa paroquial, seguidamente colaborámos na Santa missa que foi depois seguida da procissão e por último acabamos por efetuar a pequena ruada que a chuva tinha impedido.
Neste dia estreou-se a tocar connosco o Rui que toca bombardino e o Dinis estreou-se a tocar tuba.
O nosso muito obrigado mais uma vez à comissão de festas que nos tratou muito bem
Bem hajam

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Igreja católica Celebrou a Páscoa

Á semelhança dos anos anteriores e tal como acontece um pouco por todas as paróquias, em Góis e em Vila Nova do Ceira realizaram-se, mais uma vez, as cerimónias de preparação para a ressurreição de Jesus e a anunciada Páscoa. O Jornal O VARZEENSE acompanhou as cerimónias de Domingo de Ramos e Domingo de Páscoa.

Em Vila Nova do Ceira
Domingo de Ramos (01/04) – Em Vila Nova do Ceira, as celebrações da Semana Santa foram presididas pelo P.e António Calixto e iniciaram no Domingo de Ramos, com a bênção dos ramos, junto à Igreja Matriz, seguindo-se a celebração da missa dominical, que contou com uma grande adesão de fiéis.

Domingo de Páscoa (08/04) – O povo de Vila Nova do Ceira celebrou a ressurreição de Jesus, com a Igreja cheia. Havia motivo para festejar – Cristo havia ressuscitado – pelo que, no final da celebração dominical teve lugar a procissão da ressurreição, acompanhada pela Filarmónica Varzeense e por um avultado número de fiéis.

Visita Pascal – Enviados, durante a Missa, pelo P.e António Calixto, diversos grupo de fiéis, percorreram toda a freguesia de Vila Nova do Ceira, na tarde do Domingo de Páscoa, anunciando a Boa Nova de “Cristo ressuscitado”.
"In O Varzeense nº 579 de 15.04.2012"
Neste dia saiu pela primeira vez com a FILVAR a Nair que foi a porta estandarte e a Marcia estreou-se a tocar trompa. As maiores felicidades para estas duas jovens. Que sejam muito felizes ao longo das suas vidas e, particularmente, na Filarmónica Varzeense.

Festa da Sra. do Pranto em Pousafoles e Lamas

No passado dia 22 de Abril a FILVAR rumou até Pousafoles e Lamas para abrilhantar a secular festa da Sra. do Pranto. Iniciámos a festa com uma pequena ruada pelas ruas de Pousafoles. seguidamente fomos presenteados com um suculento lanche. A bandeira, vinda de Dornes, acompanhada por bastes fiéis, uns a pé e outros de bicicleta, deu entrada em Pousafoles às 18 horas tendo-se efectuado de seguida a procissão em Pousafoles que teve depois continuação em Lamas. Após a chegada à igreja matriz de Lamas procedeu-se à celebração da Santa Missa. No final despedimo-nos com um agradecimento às simpáticas gentes de Pousafoles e Lamas que nos trataram muito bem.
Obrigado.
Até breve

terça-feira, 24 de abril de 2012

Mini Estágio de Orquestra Juvenil Reuniu Jovens da AERG e da Filvar

"A união faz a força” e a prova disso foi dada pelos jovens das Filarmónicas de Góis e de Vila Nova do Ceira que se uniram para realizarem o “Mini-Estágio de Orquestra Juvenil”. Os ensaios decorreram, com bastante sucesso, a partir do dia 3 de abril, no Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários de Góis e culminaram com a realização de dois concertos. O primeiro teve lugar em Góis, no Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários, no dia 6 de abril e a segunda apresentação em público decorreu no dia seguinte, em Vila Nova do Ceira, na sede da Filarmónica Varzeense.
O principal objetivo deste projeto consistiu em estimular o gosto pela música, aproveitando um período de férias escolares, onde os jovens tiveram a oportunidade de executar em conjunto um repertório diferente do realizado nas Filarmónicas. Conforme se podia ler no flyer do evento, com o estágio pretendeu-se também incentivar à prática instrumental de uma forma mais assídua, a fim de evoluir tecnicamente, o que consequentemente trará vantagens às Filarmónicas e ainda partilhar o tipo de trabalho que é realizado nas orquestras escolares, bem como, mostrar com exemplos práticos (jovens que frequentam o ensino especializado da música) e as vantagens de completarem o seu percurso escolar com a música.
O nosso jornal acompanhou o brilhante concerto que ocorreu em Vila Nova do Ceira, onde foram tecidas palavras de louvor à iniciativa e aos músicos que integraram a orquestra.
O presidente da direção da Filarmónica Varzeense, Jaime Rodrigues, após elogiar os mentores desta iniciativa e todos os executantes que participaram, realçou a satisfação que sentiu entre os músicos e fez votos para que se voltem a repetir projetos desta índole.
O Maestro da FILVAR, Nelo Paiva, também se congratulou pela iniciativa, que, segundo ele, espera que sirva para “alterar maneiras de pensar, comportamentos e atitudes” fomentando os laços de união entre as filarmónicas. Formulou os parabéns aos músicos, que, no seu entender, estiveram “à altura”, a todos os monitores que ajudaram a ensaiar estes jovens e aos que tiveram esta “iniciativa louvável”.
Em seu nome pessoal, em nome da FILVAR e em nome da música, Nelo Paiva finalizou com votos de “parabéns pelo excelente trabalho realizado em tão pouco tempo”.
O Vice Presidente da Câmara Municipal de Góis, José Rodrigues iniciou as suas palavras, confessando que a iniciativa foi extremamente positiva e que deixou a Câmara Municipal orgulhosa, perante músicos com tão grande categoria. José Rodrigues espera que esta iniciativa se repita com o mesmo êxito e admitiu que este estágio serviu para potenciar os jovens a nível musical.
O autarca disse ainda que os jovens do concelho de Góis estão de parabéns porque se têm destacado nas artes, na cultura, no desporto... demonstrado grande valor. “Na área da música existem jovens com grande potencial”, referiu, lembrando alguns nomes que muito contribuíram para a realização deste projeto, nomeadamente o maestro Nuno Baeta e alguns monitores, como o Flávio e o João Paulo, entre outros.
O vice presidente da Câmara enalteceu ainda o esforço dos maestros das Filarmónicas de Góis e Vila Nova do Ceira e de todos os técnicos que permitiram a realização destes espetáculos. Não esqueceu o esforço dos pais dos jovens músicos, agora compensado perante tão digno concerto e admitiu que a Câmara Municipal tem apoiado sempre estas iniciativas e que continuará a fazê-lo, dentro das possibilidades. Face a uma vida que, conforme confessou, não esta fácil, o autarca deixou um conselho para todos os músicos: “trabalho, dedicação e persistência”.
Nuno Baeta, que protagonizou o papel de maestro nesta Orquestra de jovens explicou o objetivo desta iniciativa, frisando que pretendeu a mudança de mentalidades, unindo as duas Bandas. Explicou a metodologia utilizada para que o som fosse agradável ao ouvido, alertando para erros habituais entre os principiantes e realçou a importância de todos os elementos, desde os mais jovens aos que já possuem maior experiência.
Nuno Baeta agradeceu o apoio cedido pela Câmara Municipal e deixou uma palavra de agradecimento também ao presidente da direção da FILVAR e ao maestro Nelo Paiva pela disponibilidade que manifestaram desde a primeira hora.
O maestro Nuno Baeta considerou uma mais valia o facto de diversos músicos do concelho de Góis frequentarem o Conservatório de Música de Coimbra e terminou o discurso apelando aos jovens para ingressarem nas bandas de Góis e de Vila Nova do Ceira.
O Jornal O VARZEENSE aproveita para dar os parabéns aos jovens que integraram este projeto e que passamos a citar:
À flauta: Catarina Lopes, Miriam Santos e Filipa Leitão. No clarinete: Flávia Miranda, Tatiana Pinheiro, Isabel Neves, Diana Carvalho e Diana Garcia. No clarinete baixo: João Paulo. No saxofone alto: Daniela Rodrigues e Inês Bandeira. No saxofone Tenor: Alexandre Brito. No trompete: Fábio Brito, Diana Geraldes, Ana Carvalho e Leonor Bandeira. A tocar trompa: Sofia Gama, Ao trombone: Paulo Paiva e José Rui. No bombardito: David Silva. A tocar Tuba: João Alves. Na percussão: Flávio Martins, Margarida Sampaio, André Barata, Manuel Gama e Afonso Silva. Realçamos também o mérito do jovem maestro Nuno Alves que, em tão curto espaço de tempo, conseguiu colocar todos os executantes a interpretarem o repertório de uma forma extremamente profissional.
O VARZEENSE congratula-se por esta parceria e espírito de união entre os jovens de ambas as filarmónicas do concelho.
"In O Varzeense nº 579 de 15.04.2012"